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No livro "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupery, a raposa explica ao Principezinho:
"O amor significa criar lacos. Para mim nao passas ainda de um rapazinho muito parecido com cem mil rapazinhos. Se nos cativarmos, para mim seras unico no mundo. E eu serei para ti unica no mundo... Tornas-te para sempre responsavel por aquele que cativaste."
O amor e uma atitude muito favoravel face a uma pessoa. A atitude de amor e indissociavel do acto de amar. O amor envolve uma preocupacao afectiva com a pessoa amada. Esta atitude implica necessariamente o cuidado activo pela vida e pelo crescimento do que amamos. Quando nao ha este cuidado, nao ha amor.
Nesta perspectiva, o amor e uma dedicacao ao outro, pelo que, a questao essencial e a de saber dar amor. Mas, o que significa dar? Embora a resposta peraca simples, esta repleta de ambiguidades. O mal-entendido mais comum e o de se presumir que dar significa desistir de alguma coisa, ser privado de algo, sacrificar-se.
A pessoa que nao ultrapassou uma orientacao receptiva esta disposta a dar, mas so em troca de receber. Para este tipo de pessoas, dar sem receber e ser-se enganado. Dar esta associado a necessidade de impressionar o outro, para conseguir fazer-se amar.
Para a pessoa com uma orientacao construtiva, dar proporciona mais alegria do que receber, porque este acto se torna a expressao da sua vitalidade e criatividade. Ser capaz de dar algo de si aos outros, nao quer dizer sacrificar a sua vida por outrem, mas dar aquilo que esta vivo em si, dar atencao, compreensao, interesse, alegria, ternura. Dar e em si mesmo uma grande alegria. Mas, dar amor de forma genuina e construtiva, produz efeitos nas outras pessoas. Produz magia. O amor e uma forca que produz amor, a pessoa que sabe amar transforma-se numa pessoa amada.
O caracter activo do amor parece evidente: amar e cuidar do outro.
A relacao de amor (re)constroi-se dia apos dia, tecida com lacos de amor.
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