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Teresa :: My Profile (275 views)
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45

Birthday

January 18

Location

Portugal

About Me

HERESIAS-Seguindo Em Frente (visitem o Myspace do projecto em: http://www.myspace.com/heresiasproject)

[a todos os combatentes de dragões...]

«O significado real da iniciação é que este mundo visível em que vivemos é um símbolo e uma sombra, que esta vida que conhecemos através dos sentidos é uma morte e um sono, ou, por outras palavras, que o que vemos é uma ilusão. A iniciação é o dissipar – um dissipar gradual e parcial – dessa ilusão». (Fernando Pessoa)

"A alquimia representa a projecção de um drama ao mesmo tempo cósmico e espiritual em termos de laboratório. A opus magnum tinha duas finalidades: o resgate da alma humana e a salvação do cosmos...". Esse trabalho é difícil e repleto de obstáculos; a opus alquímica é perigosa. Logo no começo, encontramos o "dragão", o espírito ctônico, o "diabo" ou, como os alquimistas o chamavam, o "negrume", a nigredo, e esse encontro produz sofrimento... Na linguagem dos alquimistas, a matéria sofre até a nigredo desaparecer, quando a aurora será anunciada pela cauda do pavão (cauda pavonis) e um novo dia nascer, a leukosis ou albedo. Mas nesse estado de "brancura", não se vive, na verdadeira acepção da palavra; é uma espécie de estado ideal, abstrato. Para insuflar-lhe vida, deve ter "sangue", deve possuir aquilo a que os alquimistas denominavam de rubedo, a "vermelhidão" da vida. Só a experiência total da vida pode transformar esse estado ideal de albedo num modo de existência plenamente humano. Só o sangue pode reanimar o glorioso estado de consciência em que o derradeiro vestígio de negrume é dissolvido, em que o diabo deixa de ter existência autônoma e se junta à profunda unidade da psique. Então, a opus magnum está concluída: a alma humana está completamente integrada." (Carl Gustav Jung: Entrevistas e Encontros, Editora Cultrix)" (http://www.tribosdegaia.com.br/htm/artigos/giancarlo03.htm)

Interests

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"Regresso a Casa"

Não te procuro nem espero.

Pressinto-te.

Sei-te, desde o primeiro instante.

Virás do lado da noite

contar-me-ás das viagens

falarás do cosmos

do principio de todas as coisas

questionarás a Deus e aos homens;

mas será pelo silêncio

pelo espaço que fica entre as palavras

que nos reconheceremos

e nos daremos

porque os poemas não medem a intensidade

do que se sente

e as palavras não chegam para nós

para nós

será sempre mais

e mais além

um passo à frente do nosso tempo

um gesto ausente

uma lonjura

um pensamento

um canto de aves

um esboço de Deus

nos beirais do nosso abraço.

Sei que será do lado da noite que virás.

Não te procuro nem espero.

Pressinto-te.

Porque há muito nos conhecemos

sem nunca nos vermos

e há um lugar na minha cama

com a medida exacta do teu corpo

e um lugar na minha alma

com a medida exacta da tua alma

-impossível enganarmo-nos -

quando vieres

não tocarão flautas

nem o mundo se abrirá em flor

nem faremos planos para depois

nem sequer falaremos muito

será pelo olhar que sobra das palavras

pelas entrelinhas

onde o côncavo da mão recorta a face

e o beijo sabe ter encontrado a boca certa

encontrarmo-nos será apenas

a sequência lógica da nossa história

uma parte que se junta ao Todo.

Será apenas e só

um regresso a Casa
(Teresa Cuco)

“…Je pense qu'un Être humain conscient des richesses potentielles qu’il recèle, ne doit pas se contenter de subir les contraintes de son environnement en invoquant un hypothétique destin pour justifier, à posteriori, ses erreurs, ses errements et son imbróglio affectif, social, ou autre. Selon moi, il doit aller au combat de la Connaissance avec un grand C, comme un Chier de la Table Ronde part à la quête du Graal. Il apprendra au cours de chaque étape de quelle(s) Arme(s) il peut disposer pour progresser, quels sont ses atouts, quelles sont sont ses faiblesses. Et il découvrira sa véritable Nature : son Moi profond qui est une sorte de Soi individuel, vibrant à l'unisson du concert cosmo-tellurique, un diamant brut enfoui dans les terrestréités et qu’il faut extraire, libérer de sa gangue pour en prendre conscience et capter les rayons lumineux qu’émettent toutes ses facetes. Et cette extraction, ce passage au creuset, doivent être infiniment répétée jusqu'à ce que l'Oeuvre soit parfaite, jusqu'à l’ultime étape de notre Chemin de Connaissance spécifique.” (in l'homme et son double-Etienne Guillé-pp55; Editions Accarias-L’originel)

Penso que um Ser humano consciente das riquezas potenciais que esconde, não se deve contentar em sofrer os constrangimentos do seu ambiente, invocando um hipotético destino para justificar, à posteriori, os seus erros e os seus imbróglios afectivos, sociais, ou outros. Para mim, ele deve ir ao combate do Conhecimento com um C grande, como um Cavaleiro da Távola Redonda parte na busca do Graal. Ele aprenderá no decurso de cada etapa de que arma(s) pode dispor para progredir, quais as suas vantagens e quais as suas fraquezas. E descobrirá a sua verdadeira Natureza: o seu Eu profundo que é um tipo de Si individual, vibrando em uníssono com o concerto cosmo-telúrico, um diamante bruto escondido que é preciso extrair, libertar do seu peso, para tomar consciência e captar os raios luminosos emitidos de todas as suas facetas. E essa extracção, essa passagem ao cadinho(*), deve ser repetida infinitamente, até que a Obra esteja perfeita, até à última etapa do nosso Caminho de Conhecimento específico. (excerto retirado de “l’homme et son double” -Etienne Guillé; pp 55)

(*)-recipiente alquimíco

Nota: a tradução é minha, pelo que agradeço sugestões, caso notem alguma incorrecção.

um abraço,

Teresa

O Alberto disse:

A consciência - depois de assistirmos a tantas repetições do Mesmo ao longo de séculos - é uma espécie de paradigma, um "lugar" onde o humano não consegue estar em contínuo (veja-se, pelo menos, o sonho, a alquimia nocturna).

Favorite Music

Heresias ao vivo : Um bom exemplo de rock em português!

visitem o Myspace do projecto em: http://www.myspace.com/heresiasproject Heresias



Apresentação de "lugares de mim",pelo Prof.Francisco Ramos, da Universidade de Évora

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Apresentacao de "lugares de mim". Alguns comentarios da autora

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Favorite TV Shows

Yes - Turn Of The Century Realising a form out of stone.

Set hands moving.

Roan shaped his heart

Thru his working hands.

Work to mold his passion into clay, like the sun.

In his room, his lady

She would dance and sing so completely.

So be still he now cries

I have time, oh let clay transform thee so.

In the deep cold of night

Winter calls, he cries dont deny me!

For his lady, deep her illness.

Time has caught her

And will for all reasons take her.

In the still light of dawn, she dies.

Helpless hands soul revealing.

Like leaves we touch we learn.

All but to see the stone be life

Realising a form out of stone. his work

So absorbed him.

Could she hear him?

Could she see him?

All aglow was his room dazed in this light.

He would touch her

He would hold her.

Laughing as they danced.

Highest colors touching others.

Did her eyes at the turn of the century

Tell me plainly

When we meet, how well love, oh let life so transform me.

Like leaves we touched we danced.

As autumn called and we both

Remembered all those many years ago.

Im sure we know.

Was the sign with a touch

We walk hands in the sun.

Memories when were young.

Love lingers so.

That made all your looks

As warm as moonlight?

As a pearl deep in your eyes,

Tears have flown away,

All the same light.

Did her eyes at the turn of the century

Tell me plainly

When we meet how well look

As we smile time will leave me clearly.

Like leaves we touch, we see.

We will know the story.

As autumn calls well both remember

All those many years ago.

(Jon Anderson)

Poema de D.Pablo Neruda, por Anthony Freites, a sensibilidade e a voz ao serviço da poesia; endereço:http://www.youtube.com/user/Poemasconvoz

LLÉNATE DE MÍ

Llénate de mí.

Ansíame, agótame, viérteme, sacrifícame.

Pídeme. Recógeme, contiéneme, ocúltame.

Quiero ser de alguien, quiero ser tuyo, es tu hora.

Soy el que pasó saltando sobre las cosas,

el fugante, el doliente.

Pero siento tu hora,

la hora de que mi vida gotee sobre tu alma,

la hora de las ternuras que no derramé nunca,

la hora de los silencios que no tienen palabras,

tu hora, aIba de sangre que me nutrió de angustias,

tu hora, medianoche que me fue solitaria.

Libértame de mí. Quiero salir de mi alma.

Yo soy esto que gime, esto que arde, esto que sufre.

Yo soy esto que ataca, esto que aúlla, esto que canta.

No, no quiero ser esto.

Ayúdame a romper estas puertas inmensas.

Con tus hombros de seda desentierra estas anclas.

Así crucificaron mi dolor una tarde.

Libértame de mí. Quiero salir de mi alma.

Quiero no tener límites y alzarme hacia aquel astro.

Mi corazón no debe callar hoy o mañana.

Debe participar de lo que toca,

debe ser de metales, de raíces, de alas.

No puedo ser la piedra que se alza y que no vuelve,

no puedo ser la sombra que se deshace y pasa.

No, no puede ser, no puede ser, no puede ser.

Entonces gritaría, lloraría, gemiría.

No puede ser, no puede ser.

Quién iba a romper esta vibración de mis alas?

Quién iba a exterminarme? Qué designio, qué palabra?

No puede ser, no puede ser, no puede ser.

Libértame de mí. Quiero salir de mi alma.

Porque tú eres mi ruta. Te forjé en lucha viva.

De mi pelea oscura contra mí mismo, fuiste.

Tienes de mí ese sello de avidez no saciada.

Desde que yo los miro tus ojos son más tristes.

Vamos juntos, Rompamos este camino juntos.

Será la ruta tuya. Pasa. Déjame irme.

Ansíame, agótame, viérteme, sacrifícame.

Haz tambalear los cercos de mis últimos límites.

Y que yo pueda, al fin, correr en fuga loca,

inundando las tierras como un río terrible,

desatando estos nudos, ah Dios mío, estos nudos

destrozando,

quemando,

arrasando

como una lava loca lo que existe,

correr fuera de mí mismo, perdidamente,

libre de mí, furiosamente libre.

Irme,

Dios mío,

irme!

(Pablo Neruda)

 
 

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Em memória de Ti : Jul 15, 2008
Em memória de Ti
conquistei palavras como terras
abri florestas
aprendi silêncios
derrubei cansaços
amei esperas.
(Teresa Cuco)

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Comments

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Leave a comment for Teresa {1}

Sep 30, 2008 2:07 AM
lucia says:
 
Um beijinho, obrigada pelo poema :)
Lindo como sempre!
Deixo-te um, também de alguém que admiro ;)


Voz da saudade

Por detrás dos olhos
Tantas palavras em profundos silêncios
E o aconchego de uma lúcida solidão
Na penumbra, onde o pensamento é teu
A procura do toque, o roçar íntimo do desejo
Na imaginação, o corpo reconhece-te a voz
E o ritmo das tuas pálpebras em clara nudez
Quando as estrelas mergulham em teus olhos
E fazes meus lábios cúmplices do teu beijo

Entre o sentir e o olhar, o abismo da falta
Perscrutam-me as mãos da inquietação
Tentando soletrar meus indecifráveis fonemas
Apenas o murmúrio triunfante das lembranças
Beija o ardor da tua existência velada
Os dedos da nostalgia, hábeis guias
Tateiam e espraiam-se nos véus do horizonte
Em que tua imagem encurta o infinito
Deito-me comigo, adormecendo-me
Cubro-me com a nudez da saudade
Que abraça o teu corpo ao meu

Fernanda Guimarães
 
Sep 29, 2008 2:59 AM
 
...retribuo o beijo* e as palavras (de alguém que gosto muito)...é sempre bom poder ler o que escreves...

***


vens de repente com a voracidade
de um pássaro nocturno que não chamei
e a porta fecha-se sobre as minhas ancas
e a noite bebe o hálito que largas na minha pele
enquanto os espelhos escondem o rasto
de todos os segredos que guardavas

por momentos o amor desenha-se desta única maneira
mas eu sei que és apenas um inquilino temporário
habitando o meu corpo as horas que roubaste
em ondas de culpa e sombra

e sei também que hás-de sair de mim
como de um povo inimigo
procurando um gesto de perdão que não existe
e o amor torna-se subitamente num lugar incómodo
tenho pressa dirás tenho pressa
e a noite fecha-se do lado dos dedos
que procuram ainda o lugar do sono

fica comigo peço mas tu não me ouves
e eu sei que vou voltar a esperar por ti na vida que me resta
e em todas as vidas e em todas as mortes
até ao dia em que difinitivamente
despeças o teu corpo do meu
e eu repita fica comigo e tu
desapareças

como quem esteve só à espera
de ventos favoráveis

Alice Vieira
 
Sep 16, 2008 1:51 AM
lucia says:
 
Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
sói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés

Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas

Seja eu de novo a tua sombra, teu desejo,
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta

Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono


Mia Couto


...Olá, Teresa :) espero que esteja tudo bem contigo...beijinho
 
Sep 1, 2008 4:17 PM
 
 
Jul 24, 2008 3:39 AM
lucia says:
 
Olá! Teresa

De vez enquando, lá vou ao teu blog ler um pouco do que escreves :)

E como escreves! gosto mesmo mt, tens o dom das palavras ;)

Identifico-me demais!!

Beijinho grande

Deixo-te este texto que adoro...um tributo ao amor...

*****

Esperavas-me deitado quase adormecido.

Quando me deitei, abriste os olhos e olhaste-me dizendo:
- Gosto tanto desse teu cheirinho a bebé.

Essa tua capacidade de ainda notar o meu cheiro, e dizeres o quanto te agrada, deixa-me feliz.

Chamares-me pelo meu diminuitivo nos momentos de entrega, reafirmando os teus sentimentos de amor para comigo, é fazeres-me recuar no tempo, esse tempo ido, que tento insistentemente encontrar, como se alguma vez o tivesse perdido.

Amor, não vive sem sexo, mas sexo vive sem amor.
É cada vez mais comum encontrar alguém disposto a curtir, a viver o momento.
Dificil é, encontrar alguém que continue querendo continuar a preservar aquele que foi o seu primeiro amor.

Fico a analisar, todas as provações que temos passado juntos, e a capacidade que fomos encontrando também, de as contornar com mais ou menos feridas, que acabam cicatrizando com o tempo.

Então, se após todos esses momentos bons ou maus, continuamos como rocha firme nos mesmos intentos, uma certeza existe :

És, e continuo eu sendo, a pessoa com quem queremos continuar partilhando os melhores e piores momentos,pois que aquilo que nos une, continua falando mais forte, do que aquilo que nos separa.

Não sei se o amor se foi,se ainda se acabará indo, sei que por vezes só damos o real valor, áquilo que perdemos.

Sei também, que é muito bom adormecer enrolada no teu corpo,sentir as tuas pernas dentro das minhas ou o contrário, adormecer de mãos dadas com o teu beijo de boa noite, e acordar com o teu primeiro beijo matinal.

Ainda continuamos passeando de mão dada, ainda nos beijamos pela rua, ainda me chamas de tua menina , e sobretudo, ainda continuas dizendo o quanto me amas e me adoras.

Conseguirei eu transmitir-te do mesmo modo, toda essa segurança, esse amor que recebo, e nem sei se dou.

Ás vezes ausento-me de mim, e vejo que me segues com o olhar, com medo que me perca.

Tenho consciencia de que as nossas arestas estão limadas.
De que nos conhecemos, sabendo que cada um de nós é ao mesmo tempo um ser livre.

De que ainda, e principalmente , somos um do outro.

Tudo isso continua sendo muito importante para continuarmos nesta caminhada, aquela que um dia escolhemos.

Não seremos porventura as mais belas flores dum jardim, mas somos ainda as mesmas que um dia o sentimento amor colheu e uniu.
 
Jul 16, 2008 5:52 AM
 
Beijinho...

***

Este esquecer de mim
por bem te querer
este te perder
e envolver nos braços

Este meu dizer e desdizer
de nunca te prender
mas não esquecer que o faço

Este meu delírio
minha febre
este meu medo de saber

Este meu vício
e minha causa
este meu motivo
de não ser

Maria Teresa Horta
 
Jul 2, 2008 5:57 AM
 
Olá, esta é uma forma simples de te convidar a conhecer um pouco mais de mim e dos meus projectos, onde gostaria de me “encontrar”… e de igualmente convidar a fazer parte deste Mundo de Vida e Arte.

Este perfil nasceu da realização pessoal de um projecto de ideias e
vontades.
Inicialmente criado com o objectivo de contactar e comunicar com os amigos um pouco por todos o lado, rapidamente este Espaço se tornou pela minha Paixão pela Vida e Artes, um espaço onde Expresso o meu Bem Estar com a Vida e Criatividades nas Artes, em Equilíbrio com o Resto do Mundo.•

Podes ver mais dessas paixões através dos meus Blogs e dos Grupos de HI5 ligados aos mesmos, que podem aceder e adicionar-se através do meu perfil e Grupos.

Mundo, Vida e Arte
www.zen-in-lotus.blogspot.com
www.ser-existencial.blogspot.com
www.objectivo-nuclear.blogspot.com
www.fragmentos-de-tempo.blogspot.com

Canários
www.mundodoscanarios-olacnog.blogspot.com

Nunca foi apologista dos números pela colecção, mas este Espaço como gosto de chamar, tornou-se mais que um Espaço meu, mas um ESPAÇO NOSSO, de todos os que o Partilham.
Tendo a minha pessoal essência como fundo, floresce em Todos Nós, na nossa Presença, Energia, Partilhas, Vivências, alimentadas pelas Cores, Sons, Olhares, Cumplicidades, etc,... de um pouco de todo este Mundo Global. Assim, o crescimento deste Espaço, tem sido exponencial superando qualquer expectativa que alguma vez pudesse ter criado.

Todos são bem vindos, porque penso que só na partilha me posso e nos podemos encontrar... a vida é feita de encontros e desencontro, e aqui espero que aqui existam muitos encontros!!!
Este é um Espaço, onde também é o meu Atelier e Galeria Virtual, é um Espaço de Viagens, pela vida Individual de cada Um, nos Sentimentos, Emoções, Recordações, etc.,..., onde Cada Musica, Cada Arte, Cada "Diversão", nos levam a Lugares Únicos de Cada um de Nós. Que Cada Viagem seja Iluminada com Alegria e Prazer.

Que estes espaços possam ser de Reflexão para todos num Todo e para cada num momento único de Individualismo Intrínseco próprio de cada ser Humano...

Obrigado pela partilha, Gonçalo
 
Jun 3, 2008 1:23 AM
 
Para deixar um beijinho...

***

Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.

Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.

Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.

Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.

Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.

Porém eu procuro-te.
antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre – procuro-te.

Eugenio de Andrade
 
May 29, 2008 3:08 AM
lucia says:
 
Para reflectir :)
Beijinho
Espero que esteja tudo bem ;)

*****

· Dê mais às pessoas, MAIS do que elas esperam, e faça com alegria.
· Decore seu poema favorito.
· Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.
· Quando disser "Eu te amo" olhe as pessoas nos olhos.
· Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.
· Acredite em amor à primeira vista.
· Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
· Ame profundamente e com paixão.
· Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
· Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
· Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
· Fale devagar mas pense com rapidez.
· Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Porque você quer saber?".
· Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
· Ligue para sua mãe.
· Diga "saúde" quando alguém espirrar.
· Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
· Quando você perder, não perca a lição.
· Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
· Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
· Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
· Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
· Passe mais tempo sozinho.
· Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
· Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
· Leia mais livros e assista menos TV.
· Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
· Confie em Deus, mas tranque o carro.
· Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
· Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.
· Não fale do passado.
· Leia o que está nas entrelinhas.
· Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
· Seja gentil com o planeta.
· Reze. Há um poder incomensurável nisso.
· Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.
· Cuide da sua própria vida.
· Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
· Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
· Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.
· Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
· Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.
· Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
· Usufrua o amor e a culinária com abandono total.

Dalai Lama
 
May 20, 2008 12:40 AM
 
Olá Venho pedir aos colaboradores do nosso hi5 - Quem tiver livros editados para me enviarem a capa do respectivo livro em foto para o seguinte mail – conceicao.mami@sapo.pt - Para fazer um vídeo com as capas dos vossos livros e colocar no Blog e no HI5 do Escritartes. - Se tiver mais que um livro editado pode mandar a quantidade dos livros que tiver as capas claro. Também queria pedir-vos autorização para postar os vossos poemas, texto, contos, crónicas no diário Hi5 respondam por favor e enviem-me o respectivo para o mesmo mail. http://www.escritartes.com/forum/ http://escritartes.blogspot.com/ E já agora se quiserem enviar o vosso blog para que seja colocado no Blog enviem também. Obrigada Abraços Conceição Bernardino Adira ao hi5 – http://escritartes.hi5.com click to comment Beijo com saudades
 
Apr 21, 2008 1:09 AM
 
Beijo***

Eu ouso a paixão
não a recuso

Escuto os sentidos sem o medo por perto
troco a ternura da rosa
ponho a onda no deserto

A tudo o que é impossível
abro e rasgo o coração
Debaixo coloco a mão
para colher o incerto

Desembuço o amor
no calor da emboscada
infrinjo regras e impeço

Troco o sonho dos deuses
por um pequeno nada

Desobedeço ao preceito
e desarrumo a paixão
Teço e bordo o meu avesso
e desacerto a razão

Maria Teresa Horta
 
Apr 14, 2008 1:29 AM
lucia says:
 
Gostava de partilhar contigo :)

Para reflectir...
Beijinho grande

*****


Paulo Geraldo - Silêncio



Dou os meus passos com frequência por Lisboa. Caminho naquela confusão citadina que todos conhecem ou de que ouviram falar. E sucedeu que uma vez - no meio da agitação da gente apressada - pousei os olhos numa frase diferente, pintada na chapa de um autocarro. Era de Almada Negreiros. Dizia ele, ali no amarelo do autocarro, que se alimentava do silêncio...
Veio-me logo à cabeça o contraste, pois estava no ambiente ideal para isso. Nós hoje já não nos alimentamos do silêncio.
A verdade é que - muito pelo contrário - fugimos dele.
Ligamos a televisão quando estamos sozinhos em casa, mesmo que não olhemos para ela; levamos música quando prevemos uma viagem ou um espaço vazio no dia; vamos descansar do trabalho para uma discoteca.
É saudável, sem dúvida, o desejo de companhia, o gosto por estarmos ocupados; a música e, até, o bulício. Somos gente do mundo e este é o nosso lugar, do qual tanto gostamos. Precisamos do trabalho, do ruído, da agitação para nos sentirmos vivos.
Porém, faz também parte da nossa natureza o recolhimento. Somos seres racionais: os nossos gestos deviam ser pensados; os nossos sentimentos e as nossas intenções deviam ser analisados; devíamos avaliar o significado dos acontecimentos; era preciso que forjássemos uma opinião acerca de muitas coisas, novas e velhas. Devíamos construir os nossos princípios a partir de dentro, e não com base em meia dúzia de anúncios publicitários, no que ouvimos no café, na novela ou no noticiário, ou no que lemos num livro que uma grande campanha publicitária colocou na moda.
O silêncio permite-nos ter uma vida por dentro, qualquer coisa que flutua por cima da pressa, da confusão das sensações, das notícias de jornal. Qualquer coisa que - para dizer de outra forma - permanece em sossego, como o fundo do mar, muito longe do reboliço superficial das ondas e do vento.
É pelo silêncio que se entra nesse lugar. E era importante que lá entrássemos, porque só assim nos aproximaremos da nossa dimensão humana. Todos devíamos ter um pouco de pastor ou de marinheiro, os clássicos vizinhos dos grandes horizontes e das estrelas.
É dentro de nós que nos podemos conhecer a nós mesmos e conhecer verdadeiramente o que são as coisas e as pessoas e os acontecimentos. Dentro de nós é que havemos de encontrar as sementes do ideal, do sonho nobre, da força para resistir e avançar. E se houver Deus é dentro de nós que O podemos conhecer bem.
Por que fugimos, então, de estarmos a sós connosco mesmos? Por trás de uma série de razões superficiais - não totalmente verdadeiras - como a falta de tempo, de gosto, de hábito ou de paciência, existe um único motivo real: temos muito medo da verdade; receamos pensar naquilo que nos pode complicar a vida.
 
Apr 9, 2008 1:09 AM
 
Para que nunca seja "tarde demais"...

beijo*


Torna-se tarde demais, quando para nossa surpresa descobrimos que fomos perdendo os pequenos caprichos que configuram os nossos dias. E que o mundo dos pequenos gestos - que fazem com que a vida seja a cores - nos vão chegando, uns atrás dos outros, sem remetente.
E que, por tudo isso, fomos ganhando medo, o que só sucede quando fugimos de nós ou de tudo o que sentimos.
Torna-se tarde, ainda, sempre que se descobre que as pessoas da familia são aquelas a quem nos podemos abraçar, mesmo que seja simplesmente para chorar.
E, finalmente, torna-se tarde demais, quando para nossa surpresa, somos só medianamente felizes. E que as pessoas que deveriam dar-nos um itenerário para quase todas as duvidas nos foram decepcionando, devagar.
As pessoas morrem quando nos decepcionam e, para nossa perplexidade, com elas morre sempre um bocadinho, mais ou menos indecifrafel, dentro de nós.
É claro que as pessoas podem parecer uma ingerência esquisita no "tarde demais" com que, por vezes, a vida vinca um horizonte nos suburbios do nosso coração.
Mesmo que a maioria das pessoas saiba que a tristeza funda
só ataca aqueles para quem quase todos os gestos chegam com atraso. Ou até tarde demais...
Talvez deixe de ser tarde sempre que, pela vida fora, a ideia de morte não nos rouba o horizonte mas, antes, o alarga todos os dias. E logo que reabiliitamos o direito de estarmos tristes. E sempre que o medo mereça os elogios de uma "qualquer coisa" que, olhando por nós, não rouba credibilidade à esperança.
E deixa de ser tarde quando se compreende que ouvir nunca rima com escutar, e que se escuta sempre que, de olhos nos olhos, vem até nós a linguagem do coração.
E deixa, para sempre, de ser tarde sempre que a humildade, diante das surpreendentes janelas com que o amor nos desconcerta, nos indica que nunca é tarde...sempre que haja com quem recomeçar...

Eduardo Sá (psicologo)
 
Apr 6, 2008 11:49 AM
 
Olá Teresa! Já faz um tempinho.. :)
Espero q esteja tudo nem por aí!
Beijos***
 
Apr 3, 2008 2:09 AM
 
Retribuo o beijinho...e deixo-te um miminho...dos meus poetas preferidos...

:)

Leio o amor no livro
da tua pele; demoro-me em cada
sílaba, no sulco macio
das vogais, num breve obstáculo
de consoantes, em que os meus dedos
penetram, até chegarem
ao fundo dos sentidos. Desfolho
as páginas que o teu desejo me abre,
ouvindo o murmúrio de um roçar
de palavras que se
juntam, como corpos, no abraço
de cada frase. E chego ao fim
para voltar ao princípio, decorando
o que já sei, e é sempre novo
quando o leio na tua pele.

Nuno Júdice
 
Mar 29, 2008 2:49 AM
lucia says:
 
Emotividade da cor



Sete cores — sete notas erradias,
sete notas da música do olhar,
sete notas de etéreas melodias,
de sons encantadores
que se compõem entre si,
formando outras tantas cores,
do cinzento que cisma ao jade que sorri.



Há momentos
em que a cor nos modifica os sentimentos,
ora fazendo bem, ora fazendo mal;
em tons calmos ou violentos,
a cor é sempre comunicativa,
amortece, reaviva,
tal a sua expressão emocional.



Lançai olhares investigadores
para a mancha dos poentes:
há cores que são ecos de outras cores,
cores sem vibrações, cores esfalecentes,
melodias que o olhar somente escuta,
na quietude absoluta,
ao Sol se pôr...
Quem há que inda não tenha percebido
o subjetivo ruído
da harmonia da cor?



(...)



— A Cor é o aroma em corpo e embriaga pelo olhar.
Cor é soluço, cor é gargalhada,
cor é lamento, é suspiro,
e grito de alma desesperada!
Muitas vezes a cor ao som prefiro
porque a minha emoção é igual à sua:
— parada, estatelada
dizendo tudo, sem que diga nada,
no prazer ou na dor.



Olhar a cor
é ouvi-la,
numa expressão tranquila,
falar de todas as sensações
caladas, dos corações;
no entanto, a cor tem brados,
mas brados estrangulados,
mágoas contidas,
mudo querer,
ânsia, fervor, emotividade
de desconhecidas
vidas,
que se ficaram na vontade,
que não conseguiram ser...



Cores são vagas, sugestivas toadas...

Cores são emoções paralisadas...



(...)



Publicado no livro Estados de alma (1917).
In: MACHADO, Gilka


Com um beijinho grande, e desejo de um bom fim-de-semana :)
 
Mar 26, 2008 4:38 PM
lucia says:
 
Olá, Teresa :)

Beijinho para ti, também!
Desculpa a ausência, mas, tenho andado pouco por aqui...
Mais, por outros "mundos" :)
A escrever e a ler cada vez mais...
Só mesmo, para retribuir os carinhos que me vão deixando :)

Espero que esteja tudo bem contigo ;)
Eu, de vez enquando, passo pelo teu blog, e continuo a "perder-me" com o que escreves...

Beijinho grande e tem uma boa noite
 
Mar 21, 2008 10:15 PM
 
 
Mar 15, 2008 5:36 PM
Alex says:
 
 
Mar 9, 2008 6:53 AM
 



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